sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Desenvolvimento



Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças, vamos também trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão, e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento.
Pra nós DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diárias, lendo-as a déficits emocionais, que muitas vezes vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e quando não a “depressão”.
Outro fator importante, que devemos ressaltar no tratamento do autismo é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então acredito que cabe a nós terapeutas abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais, para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional, e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico procuro ligar essa prática, sem logicamente esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento.  E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diária.

Praticas Terapêuticas!

Num passado, não muito distante, dois modelos guiaram as intervenções terapêuticas: o antigo modelo comportamental, que fez o melhor diante das circunstâncias do que se sabia de desenvolvimento infantil, e o voltado para as áreas das habilidades cognitivas.

No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos. O segundo modelo recebeu lições das crianças mais velhas, por exemplo: se uma criança mais velha, supostamente, estava aprendendo como identificar formas, faríamos com que uma criança de três anos, que não tinha linguagem, fizesse o mesmo trabalhando em uma sequência repetitiva, sempre e sempre. Mais uma vez, era melhor que nada, pelo menos estavam interagindo e encorajando a cognição da criança. Porém, continuavam trabalhando habilidades cognitivas isoladas.

Hoje em dia, nós entendemos como a mente e o cérebro funcionam, e aí podemos fazer muito mais por nossas crianças. Nós podemos ir em todas as áreas desses modelos e modificar a superfície do comportamento, ou trabalhar com as habilidades isoladas. Nós podemos, agora, sistematizar o modelo de desenvolvimento, que sintetiza e integra as melhores informações que temos de como a mente e o cérebro desenvolvem.

Eu acredito mais na interação e na troca emocional pois, sem essa relação, fundamental, a cognição e a linguagem não se desenvolvem, apropriadamente. Por exemplo: A criança não aprende a dizer “olá” baseada em regras, você só diz “olá” para pessoas que conhece. Quando a criança não se sente segura, ou, até mesmo, quando ela sente medo, raiva, vergonha, vai se esconder atrás das pernas da mãe ou do pai e não diz “olá”. Então, não é surpresa que crianças que se sentem lotadas, psicologicamente, evitem esse tipo de cumprimento, ou, até mesmo, tenham dificuldade em expressar alegria. Resumindo, até algo simples como um “olá” é vinculado ao nosso AFFECT.

Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente, crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças. Vamos, também, trabalhar no contexto familiar.

Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento. Para nós do DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.

Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diarias, lendo-as a déficits emocionais, que, muitas vezes, vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e, quando não, a “depressão”. Outro fator importante que devemos ressaltar, no tratamento do autismo, é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais, é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.

Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então, acredito que cabe a nós, terapeutas, abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação, fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.

No meu trabalho terapêutico, procuro ligar essa prática sem, logicamente, esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento. E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diaria.

Intercambio Summer Camp!


A validacao da importancia sensorial no tratamento com Autistas

No desenvolvimento infantil, existem etapas necessárias para a construção da base emocional das nossas crianças.
Quando olhamos as etapas da linguagem, por exemplo,  é  IMPORTANTE saber que mesmo antes das palavras serem usadas , as crianças irão discriminar sequências emocionais baseadas no que elas veem, escutam, e vivenciam para que saibam o que é seguro , aprovado ou mesmo aceito .
As crianças também aprendem a previsibilidade dos comportamentos dos outros,  levando-as aos primeiros atos de solução de problemas.
E as experiências vão surgindo no decorrer do processo de aprendizado  ate a criança  estar  pronta para responder , guiada pelos seus interesses e necessidades  porque  as experiências das respostas cognitivas e emocionais resultam em DESENVOLVIMENTO.
No autismo não podemos esquecer a DISPRAXIA que acomete muitas dessas crianças e que responde por várias dificuldades como o planejamento motor peça chave do quebra cabeça da fala.
Então se faz necessário saber que as capacidades motoras /sensoriais terminam sendo o grande suporte para a nossa interação com o ambiente, etapa difícil para as nossas crianças que muitas vezes apresentam dificuldades como um simples apontar para algo desejado.
e quando isso não acontece de forma natural eles precisam procurar sentido emocional que dê oportunidade e interação para modificar o cérebro das experiências motoras/sensoriais que muitas vezes não são positivas.
Outro exemplo são as dificuldades visuais que tem significantes ramificações para relações e como também o pensamento.  Muitas vezes eu me vejo imaginando quanta dificuldade sofrem os pais e as crianças porque sentem falta dessa relação completa que envolva todos os sentidos , como por exemplo a atenção compartilhada do olhar, que muitas vezes é evitada bruscamente por nossas crianças com autismo, mas daí eu penso como também seria mais fácil se validássemos as dificuldades visuais dessas crianças , ficaríamos satisfeitos com o que elas oferecem e que muitas vezes, é o que elas conseguem dar.  Ainda voltando para a dificuldade de apontar, que não é apenas um problema de sequencia, movimento e visão, mas também de ter uma experiência visual e o desejo de fazer esse gesto.
Resumindo o que me vem à mente é que são necessários estudos profundos das capacidades individuais dessas crianças com autismo, e que não podemos radicalizar modelos como únicos, o que devemos radicalizar e nunca esquecer que qualquer modelo que se diga comportamental, cognitivo e de desenvolvimento deverá estudar e validar que as experiências sensoriais positivas é o que dá o suporte para qualquer parte do desenvolvimento emocional, estabilizando outras áreas com o objetivo de integrar esse ser ao meio ambiente. 


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Visão geral das abordagens de intervenção



Ao receber  a um diagnóstico de  transtorno do desenvolvimento infantil ou emocional os pais entram em uma viagem de ansiedade  para encontrar soluções. Que  intervenção (s ) para escolher , quando , quantas vezes, quanto tempo, com quem,  são apenas algumas das perguntas que passam pela mente de todos os pais , que enfrentam escolhas limitadas ou confusas. Com muita frequência, os pais enfrentam colocar seu filho em um ou outro programa em vez de encontrar os programas que se ajustam às necessidades individuais de seus filhos. 
No entanto , sabemos que a identificação precoce , a intervenção precoce e  a intensidade são importantes e fazem a diferença. Enquanto ainda não podemos explicar as causas , sabemos que o Autismo envolve conectividade neural irregular que afeta muitas partes do cérebro de maneiras diferentes para cada criança. Sabemos também que as crianças vivem em famílias diferentes , em diferentes culturas e ambientes , e tem experiências diferentes. Isso faz  existir  uma necessidade de  intervenção que abraçe a complexidade e se torne uma força dinâmica , abrangente e sistemática para apoiar o progresso . Nos DIR/FLOORTIME acreditamos que o  desenvolvimento pode ser avançado ao longo da vida . Isto requer uma base forte de tratamento que fornece a estrutura para maximizar o desenvolvimento da criança . A partir desta base , outras intervenções podem ser integradas.

PERGUNTAS FREQUENTES QUE DEVEM SER QUESTIONADAS...

Como ele aprende sobre seu mundo ? Será que ele confia mais em seu sistema visual ou auditivo ou uma combinação de ambos?
Como é que ele se relacionar com você e os outros?
Qual é a sua capacidade de participar, se envolver emocionalmente , manter interações recíprocas ?
Ele pode participar em qualquer comunicação verbal ou não-verbal 
Como é que o seu sistema sensorial ajuda ou atrapalha o seu desenvolvimento na função diária?
Como ele usa o seu sistema motor para coordenar o seu corpo e para satisfazer suas necessidades e desejos ?
Que comportamentos pode estar impedindo o seu progresso de desenvolvimento ?
Será que ele tem algum problema de saúde que afetam o seu desenvolvimento e / ou comportamento?
Quais são os seus interesses e como eles podem ser usados ​​para ajudar a promover sua interação com você e os outros?

As respostas a esses tipos de perguntas vao ajudar você  ir além do rótulo do diagnóstico para conhecer seu filho,e  identificar todos os desafios específicos que vão descarrilar o seu desenvolvimento ,  e ai depois  você será capaz de corresponder às suas necessidades com os programas de tratamento disponíveis em sua comunidade e que se encaixam melhor para sua família . Existem muitas abordagens para o tratamento  e os mais comuns são descritos abaixo. Cada abordagem possui vários paradigmas terapêuticos.

O Menu Tratamento

Nos DIR/floortime reconhecemos várias abordagens que oferecem intervenções importantes e consideramos estrategicos em diferentes pontos no tempo para qualquer criança.  Estas intervenções muitas vezes se sobrepõem na abordagem e precisam ser considerados ao criar um plano de tratamento abrangente, que adapta o trabalho às diferenças individuais , constrói as bases do desenvolvimento e identifica formas que a criança pode aprender a se comunicar melhor , pensar, aprender e desenvolver relacionamentos. Os pais são encorajados a encontrar os especialistas de desenvolvimento que podem ajudá- los a planejar a abordagem de tratamento abrangente para doenças tão diversas como o espectro do autismo e outros transtornos do desenvolvimento  emocional. A lista abaixo  e uma tentativa de categorizar várias  abordagens de intervenção que sao importantes no mundo do Autismo

Desenvolvimento

Modelo DIR / Floortime Modelo- desenvolvimento, individualizado , baseado no relacionamento

P.L.A.Y. PROJETO

SCERTS ®

Programas hanen

RDI - Relação de Desenvolvimento Intervenção

O Programa Son-Rise

Psicoterapia Developmental

Intervenção Precoce modelos de tratamento

ESDM - Cedo Denver Modelo Início
JASP - Atenção Joint and Play / Comunicação Social simbólica e simbólica jogo de Intervenção para pré-escolares com autismo

COMPORTAMENTAL

ABA – Analise de comportamento
VBA - Análise do Comportamento Verbal
PRT - Formação de Resposta Pivotal

Ensino estruturado
TEACCH - Tratamento e Educação de Crianças Autistas e Relacionados Comunicação –Deficientes Educacional 
Educação Especial ou Inclusão
Feurerstein MLE
Lindamood Sino
Visual Espacial Cognitiva
terapias clínicas
Terapia Ocupacional - Integração Sensorial
Fonoaudiologia
Fisioterapia
pensamento social
Visual Espacial Cognitiva
Método Miller

 Saúde e nutrição

Além de várias abordagens intervencionais , tratamentos médicos e nutrional tem respondido positivamente em varias familias.

Quem está brincando, você ou a criança?

Quem está brincando, você ou a criança? Os interesses da criança são a chave e é assim que tudo se inicia no Floortime, componente do m...