sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A validacao da importancia sensorial no tratamento com Autistas

No desenvolvimento infantil, existem etapas necessárias para a construção da base emocional das nossas crianças.
Quando olhamos as etapas da linguagem, por exemplo,  é  IMPORTANTE saber que mesmo antes das palavras serem usadas , as crianças irão discriminar sequências emocionais baseadas no que elas veem, escutam, e vivenciam para que saibam o que é seguro , aprovado ou mesmo aceito .
As crianças também aprendem a previsibilidade dos comportamentos dos outros,  levando-as aos primeiros atos de solução de problemas.
E as experiências vão surgindo no decorrer do processo de aprendizado  ate a criança  estar  pronta para responder , guiada pelos seus interesses e necessidades  porque  as experiências das respostas cognitivas e emocionais resultam em DESENVOLVIMENTO.
No autismo não podemos esquecer a DISPRAXIA que acomete muitas dessas crianças e que responde por várias dificuldades como o planejamento motor peça chave do quebra cabeça da fala.
Então se faz necessário saber que as capacidades motoras /sensoriais terminam sendo o grande suporte para a nossa interação com o ambiente, etapa difícil para as nossas crianças que muitas vezes apresentam dificuldades como um simples apontar para algo desejado.
e quando isso não acontece de forma natural eles precisam procurar sentido emocional que dê oportunidade e interação para modificar o cérebro das experiências motoras/sensoriais que muitas vezes não são positivas.
Outro exemplo são as dificuldades visuais que tem significantes ramificações para relações e como também o pensamento.  Muitas vezes eu me vejo imaginando quanta dificuldade sofrem os pais e as crianças porque sentem falta dessa relação completa que envolva todos os sentidos , como por exemplo a atenção compartilhada do olhar, que muitas vezes é evitada bruscamente por nossas crianças com autismo, mas daí eu penso como também seria mais fácil se validássemos as dificuldades visuais dessas crianças , ficaríamos satisfeitos com o que elas oferecem e que muitas vezes, é o que elas conseguem dar.  Ainda voltando para a dificuldade de apontar, que não é apenas um problema de sequencia, movimento e visão, mas também de ter uma experiência visual e o desejo de fazer esse gesto.
Resumindo o que me vem à mente é que são necessários estudos profundos das capacidades individuais dessas crianças com autismo, e que não podemos radicalizar modelos como únicos, o que devemos radicalizar e nunca esquecer que qualquer modelo que se diga comportamental, cognitivo e de desenvolvimento deverá estudar e validar que as experiências sensoriais positivas é o que dá o suporte para qualquer parte do desenvolvimento emocional, estabilizando outras áreas com o objetivo de integrar esse ser ao meio ambiente. 


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