quinta-feira, 18 de outubro de 2018

SUMMER CAMP 2019


É com muita alegria que anunciamos mais um Summer Camp para crianças com Transtorno do Espectro Autista e atrasos no desenvolvimento organizado por Patricia Piacentini e pela equipe CDI em Recife! 

O Summer Camp foi criado em 2010 com o objetivo de proporcionar às crianças, durante três semanas, terapias intensivas e formar profissionais que atuem utilizando o modelo DIR/Floortime. As crianças são assistidas em grupos terapêuticos por diferentes profissionais de diversas áreas - Fonoaudiologia, Psicologia, Pedagogia, Psicomotricidade, Psicopedagogia, Musicoterapia, Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

São propostas atividades lúdicas nas áreas: sensorial, de linguagem, música e motora para crianças de 03 a 12 anos dentro do espectro autista. Contamos com amplo espaço para atividades externas e piscina ozonizada para atividades aquáticas, nas quais as brincadeiras acontecem sempre objetivando ampliar as interações estabelecidas.

No decorrer do processo, são oferecidas palestras e dinâmicas para os pais e profissionais, e na conclusão reuniões sobre o desempenho das crianças. Além de nossa equipe, este ano contaremos com a participação de:

Dra. Camila Milagres - Belo Horizonte/MG
Médica fitoterapeuta e ortomolecular. Atua em pediatria, distúrbios neuropsiquiátricos, autismo, TDAH e dislexia.

Dr. 
Vinicius Barbosa - Sorocaba/SP
Psiquiatra
Especialista em: Psiquiatria da Infância e Adolescência

Maria Rosa Etcheverry - Florianópolis/SC
Nutricionista
Especialista em Nutrição Clínica Funcional, Ortomolecular e Fitoterapia Funcional.

Renata Alencar Ponte - Salvador/BA
Fisioterapeuta
Terapeuta DIR/Floortime

Maria Helena Rossi Homeopata - Belo Horizonte/MG
Homeopata e Fisioterapeuta
Especialista em neuropediatria
Formou-se em Homeopatia CEASE na Holanda
Mestra em Fisioterapia

Vagas limitadas!

quinta-feira, 23 de agosto de 2018



Felizes em comunicar que está no ar a formação no modelo DIR/Floortime pelo ICDL em português com Patrícia Piacentini, pioneira em trazer o modelo para o Brasil! 

A turma já está aberta para realização das matrículas com o objetivo de disseminar o modelo para que mais profissionais possam atuar a partir desta perspectiva e de compartilhar conhecimentos sobre desenvolvimento infantil!

Maiores informações e inscrições pelo site ICDL.com

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Summer Camp 2018 por Vivian Fornazier


Vivian Fornazier – Summer Camp 2018
E o Summer Camp 2018 chegou ao final. Que experiência foi essa, minha gente?!
Uma colônia terapêutica de férias de três semanas para crianças dentro do espectro autista. Foram 21 dias de muita troca. Conheci profissionais do país inteiro, dividimos todos os perrengues de estar fora de casa: dormindo, acordando, comendo (muito coentro), estudando e trabalhando juntos em tempo integral. Foi uma experiência muito difícil, mas proporcionalmente rica. Não sei se tenho como mensurar tudo que aprendi com essa galera que topou comigo o desafio desses últimos dias. Acho que muitas pessoas sabem que há algum tempo venho trabalhando e estudando os autismos. Ao longo desse tempo eu fiz diversos cursos, fui em muitas palestras, li artigos e pesquisei bastante sobre o assunto, em diferentes âmbitos. Tive e tenho muitas dúvidas, em alguns momentos não soube o que fazer e não tive com quem trocar experiências. Questionei e sofri muito vendo crianças pequenas completamente dopadas de medicação e práticas que considerei desrespeitosas, invasivas e agressivas, sendo consideradas tratamento.
O ano passado conheci o modelo DIR/Floortime. Foi um alívio ver que existiam outras maneiras de pensar o autismo que se encaixavam mais com a minha maneira de ver o mundo. Dessa forma vim parar em Recife para absorver ao máximo sobre a prática, com a responsável por trazer o modelo ao Brasil, Patrícia Piacentini. Foram três semanas muito intensas no que diz respeito ao conhecimento prático e teórico, sem falar de todo o movimento emocional. Essa experiência foi surreal. Vi o autismo sob uma perspectiva completamente diferente de qualquer outra que já havia tido contato. Vi uma visão médica que apresenta maneiras não agressivas de tratamentos e que pensa no sujeito como um todo. Ouvi sobre pesquisas e conteúdos que não sabia que existiam. Vi profissionais fazendo um trabalho muito respeitoso, cuidadoso e relevando cada sujeito em sua singularidade. Acompanhei o processo de mudança de varias crianças e compartilhei com as famílias a alegria de poder vê-los, em três semanas, ampliando suas capacidades de engajar e brincar. Ainda estou processando tudo isso, e queria compartilhar com todo mundo o quanto é importante “pensar fora da caixa”. Questionem, busquem, explorem. Não precisa ser através do DIR, existem muitas práticas que podem ser interessantes para cada caso. Mas não tomem algo como absoluto se isso não está sendo respeitoso.
Me coloco totalmente à disposição para compartilhar o pouco que sei com quem quiser conhecer mais sobre o modelo. E se alguém tiver algo pra trocar comigo, mande mensagem também!
Agora volto pra casa com o coração cheio de alegria e com muito carinho por tudo que vivi aqui.
Meu muito obrigada aos profissionais que conheci, à equipe do CDI e principalmente as famílias que compartilharam sua história comigo, com muito carinho e confiança. Não tenho palavras para descrever as transformações que essa experiência me proporcionou.
Até mais Recife, “tchau tchau CDI, foi muito bom estar aqui”  

Vivian Fornazier é uma dos profissionais que participaram do Summer Camp 2018 no CDI (Centro de Desenvolvimento Infantil) que é realizado todo mês de janeiro em Recife e organizado por Patricia Piacentini.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Desordem do Processamento Sensorial: O que não podemos esquecer!

Desordem do Processamento Sensorial: O que não podemos esquecer!
Todo ser humano tem uma maneira singular de processar e responder a diferentes estímulos. Juntos, nossos sentidos trabalham para nos fornecer informações sobre como estamos situados em um determinado ambiente. Sabemos que a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato são os cinco sentidos mais familiares ao nosso corpo, porém, existem dois sentidos internos adicionais que também nos ajudam processar as informações que vêm a nosso encontro. 
Vestibular é o sentido que passa a informação para os nossos ouvidos e que está relacionado ao movimento e ao equilíbrio. Proprioceptivo é a informação que recebemos dos nossos músculos e articulações, como, por exemplo, a posição que o nosso corpo está ocupando em certo espaço. Uma vez que o cérebro registra a informação sensorial do nosso corpo e processa essa informação, ele a interpreta e a organiza de maneira a executar os devidos comandos que irão responder as informações recebidas. Para muitos pesquisadores, a integração dos sentidos ocorre de maneira imperceptível. Para outros, a integração sensorial acontece de maneira diferenciada, o que pode ser a origem de vários problemas de funcionamento, chamada de Desordem do Processamento Sensorial (DPS).
Desordem do Processamento Sensorial (DPS) – descoberta pela primeira vez, nos anos 50, pelo Dra. Jean Ayres – atinge o sistema nervoso, que provoca dificuldades de compreensão, organização e integração. Talvez essa perturbação ocorra individualmente ou em conjunto com outras, como a dificuldade de atenção, autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outras.
Essa perturbação sensorial varia de pessoa para pessoa e, associada ao stress e desconforto corporal, pode afetar a habilidade da criança e provocar um déficit de atenção na mesma. O que irá afetar profundamente a comunicação, a sociabilidade, o aprendizado, o comportamento e o senso de regularidade da criança. 
Os três tipos mais importantes de processamento sensorial: alta, média e baixa sensibilidade. Refiro-me aos sentidos individuais equilibrando suas reações para que sejam reguladas em quaisquer situações. Por exemplo, crianças que passam por experiências de alta sensibilidade, tendem a sentir sensações muito intensas. Como consequência, elas reagem sempre como se a maioria das situações fossem perigosas e, às vezes, dolorosas. Nesse sentido, na maioria das vezes, tendem a fugir de situações semelhantes. Como consequência, talvez se esquivem quando alguém tentar tocá-las, chegando mesmo a não suportar o contato com as etiquetas das roupas e tornam-se muito agitadas se suas mãos são expostas a texturas de determinados produtos como areia, barro ou lama, por exemplo. Tendo como provável reação gritos durante a lavagem dos cabelos e apresentam verdadeiro ódio de penteá-los. São bem seletivas com alimentação, super sensíveis a cheiros e frequentemente tapam seus ouvidos para não escutarem o barulho de aparelhos como o liquidificador e o aspirador de pó. Fixam a atenção em sons repetitivos como o tic-tac do relógio e se sentem demasiadamente estimuladas em ambientes repletos de objetos. Cobrem os olhos quando são expostas a claridade, rejeitam certos movimentos e brinquedos como o balanço ou o escorrego. As crianças que possuem experiências de baixa sensibilidade têm dificuldades de registrar as informações sensoriais e necessitam de vários estímulos para que possam respondê-las. Na maioria dos casos, elas têm tolerância maior a dor; tendem a andar sem sapatos; constantemente tocam objetos e pessoas; quase sempre estão batendo ou tropeçando em algo; mastigam objetos como lápis; sentem dificuldade em seguir certas direções; falam muito alto; cheiram objetos; perseguem movimentos rápidos e rotativos sem ficarem tontas; adoram balanços, subir em árvores, ou seja, diversões que oferecem algum risco e que se movem constantemente. Já crianças que experienciam a média sensibilidade, talvez possuam alta sensibilidade para certos tipos de estímulos sensoriais e baixa sensibilidade a outros. 
O fundamental é dar a devida importância à questão sensorial e que esta possa ser identificada antes de qualquer intervenção psicológica. Se for identificado qualquer transtorno no processamento sensorial de alguma criança, o procedimento mais adequado deverá ser conduzi-la a uma terapeuta de integração sensorial, que poderá descrever uma dieta e uma sequência de exercícios que estimulará o sistema nervoso e ajudará o cérebro a processar as informações sensoriais necessárias para o seu desenvolvimento.
Patrícia Piacentini
Terapeuta DIR/Floortime

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem está brincando, você ou a criança?


Quem está brincando, você ou a criança?
Os interesses da criança são a chave e é assim que tudo se inicia no Floortime, componente do modelo DIR. Nele nos tornamos detetives, investigando qual a porta que a criança abre (espontaneamente) para que nós terapeutas possamos atuar e, junto com a família, expandir os níveis de desenvolvimento. Acreditamos que isto proporcionará à criança uma autonomia emocional, necessária para a resolução de problemas. Às vezes essas portas se abrem nas brincadeiras motoras, outras vezes nas brincadeiras sensoriais, outras nos scrips… o importante é estarmos sempre ali, mediando esse desenvolvimento e validando a iniciação.
Se faz necessário compreender que no desenvolvimento infantil etapas como: relacionamento, engajamento, comunicação, alteração de comportamentos através da compreensão, crescimento emocional, desenvolvimento intelectual e diferenças individuais, são peças fundamentais que qualquer terapeuta precisa validar para mediar a relação da criança com o mundo.
Nós DIR, validamos a criança, suas diferenças individuais, seu estado emocional e suas relações. Assim como Vigotski, que destaca que o homem se constitui como ser humano a partir das interações que estabelece com os outros, acreditamos que o crescimento intelectual e emocional acontece dentro do contexto dos relacionamentos. Por este fator, validamos os grupos terapêuticos onde a criança nos mostra suas dificuldades interacionais, de convivência, divisão de espaço/objetos, iniciação, troca, etc., momento em que podemos perceber as dificuldades nas relações e de participação no contexto de grupo. Além disto, as terapias em grupo nos possibilitam trabalhar questões específicas que ofereçam suporte para criança na escola no processo de inclusão, o que nos permite uma compreensão da criança em outros contextos que não seja terapia individual.
Sabemos que o mundo social exige na infância, primeiramente, o domínio da política do playground (práxis), o domínio da coordenação motora ampla, das habilidades de subir, descer, pular, correr, etc., realizando ações que permitam a mesma estar inclusa nos contextos do parquinho com as outras crianças, o que influencia diretamente no modo como a criança se percebe, em sua confiança em si mesma e em seus aspectos emocionais. Além dos aspectos motores, nesse mundo se faz necessário saber onde o corpo está no ambiente, fator bastante desafiador no autismo.
Olhando nossas crianças por essa perspectiva, é inegável que seguir sua liderança e interesses é o caminho mais promissor para trabalhar suas dificuldades, para construção do vinculo afetivo, engajamento e ampliação dos círculos interacionais e de comunicação. Quando pensamos em seguir a liderança da criança, não significa abdicar dos limites necessários para qualquer ser humano, não falamos em vagar sem rumo seguindo de brinquedos em brinquedos, queremos expor o fato de se planejar o que deve ser trabalhado com a criança com objetivos em mente a partir de seus interesses.
Nós DIR, não trocamos e não intimidamos, queremos construir pontes afetivas com a criança de modo a validar sua auto estima respeitando seus interesses, que muitas vezes diferentes dos nossos, mas humanos com desejos e anseios. Quem acredita no desenvolvimento, nunca deve esquecer que muitas vezes o interesse da criança é a janela emocional que nos permite saber o que ela pode fazer ou simplesmente não pode fazer.
Amamos seguir a liderança da criança, ela nos conecta. Amamos porque queremos que todas as crianças sejam participantes ativas, queremos iniciação. Não queremos o jogo fornecendo todas as ideias, em que apenas um dos lados crie, proponha, invente. Queremos brincar juntos. Queremos participar da brincadeira e mediar a interação dessa criança com o mundo, contribuindo para que o que é difícil para ela se torne mais fácil. Queremos ajudá-las a superar as lacunas que podem ocorrer sempre que a criança tenta expressar suas intenções. Em alguns momentos discutimos sobre o estar brincando, sobre como quem participava, falava, fazia: éramos nós. É importante se fazer essa pergunta no autismo, quem esta brincando você ou a criança?

SUMMER CAMP 2018

quarta-feira, 17 de maio de 2017

REPENSANDO O AUTISMO – OUT OF THE BOX


Convidamos a todos para mais um evento maravilhoso: Repensando o Austismo – Out of the box, com presença de Dra. Camila Milagres, Patrícia Piacentini, Dr. Vinícius Barbosa e Maria Rosa Etcheverry que acontecerá em Recife e em Belo Horizonte! 
Para mais informações sobre participação: 
BH – dracamilamilagres@gmail.com
Recife – cdifloortime@gmail.com / 3037-5768