terça-feira, 16 de setembro de 2014

Processamento Visual !!!

Refletindo dentro do processo do desenvolvimento infantil, necessitamos lembrar que a integração da visão com outros sentidos e essencial  na construção emocional das nossas crianças. Uma criança de um ano de vida necessita entender aonde ela e os outros estão no espaço, já que no momento, ela começa a navegar no mundo sozinha. A visão e o centro de muitos dos gestos que ela vai usar para sinalizar o que ela quer e aonde ela vai, como por exemplo; apontar , segurar a mão de seus pais e leva lo ate a porta. Suas ações talvez comecem com algo que ela vê ou mesmo algo que ela sabe em seus arquivos de imagem a levando aos primeiros atos de solução de problema ( nível muito importante e desafiador no autismo) Nesse estagio as emoções estão com toda forca, ate porque mesmo antes das palavras serem usadas as crianças vão discriminar sequencias emocionais , baseada no que elas veem , escutam para leva las ao que esta seguro , aprovado ou mesmo aceito, E A CONSEQUENCIA desse estagio e o aprendizado da previsibilidade dos comportamentos vindo dos outros. E quando previmos o que nos espera , o mundo fica bem mais tranquilo e o aprendizado vem cheio de estímulos positivos equilibrando nosso emocional. Algumas crianças que enfrentam dificuldade nessa integração, e um pobre controle do comportamento corporal no espaço, são desafiadas diariamente  de  achar os objetos desejados ou mesmo as pessoas no espaço visual,  o que muitas vezes as levam ao um estresse minimizando  ou maximizando os movimentos e criando uma fixação para alinhar tudo que encontra.
Ainda dentro dessa dificuldade visual e espacial para organizar as respostas sensoriais e cognitivas, nossas crianças tendem a ter dificuldade na práxis motora, na hora sequenciar dentro do espaço  as coisas que idealizam. Vale salientar que a informação visual e que vai dizer a mente como pensar e relacionar, e o corpo a se mover , criando um elevado nível do pensamento do espaço visual. Tudo isso vai compor o comportamento que e o resultado das nossas experiências com o mundo.  O que eu acredito enquanto profissional, e que no  desenvolvimento infantil a criança necessita reconhecer experiências e esta pronta para responder , guiada pelos seus interesses e necessidades  e as experiências das respostas visuais resultam na estabilização emocional.  Validar as funções executivas e super importante, porem reconhecer as dificuldades também!!  Então, antes de criarmos planos cognitivos e comportamentais, deveríamos refletir que as necessidades sensoriais são muitas vezes  responsáveis  pelas dificuldades de compreensão das informações do ambiente, resultando em um desinteresse da criança pelos estímulos cognitivos.



.

sábado, 24 de maio de 2014

DIR E Inclusão Escolar

Como profissional gosto muito da forma dialética que o Modelo Floortime atua. Segue a liderança da criança, entra no seu mundo e acha seus prazeres e suas alegrias, e a partir daí desafia seus níveis de desenvolvimento. Isso significa prestar atenção nas suas diferenças individuais, validando cada processo sensorial e sua relação emocional com a família. O Floortime não é apenas uma técnica que usamos para ir ao chão com a criança, é uma filosofia de interação, é o coração do Modelo DIR.
Gosto muito da maneira que o DIR conceitua a capacidade do espaço visual e a capacidade de processamento que as crianças no espectro desenvolvem, principalmente nos anos  pré-escolares. Algumas dimensões devem ser pontuadas, pelos terapeutas, no plano de ação diário com essas crianças, como:  

Consciência  corporal (esse é o meu corpo e posso chegar a alguém). A consciência corporal é o senso de onde estamos e o elemento central que vai nos ajudar a nos relacionarmos com nós mesmos, e com o mundo a nossa volta, porque é necessário ser capaz de ter consciencia do seu corpo para mover, jogar e fazer coisas que planejamos no espaco e no tempo.

Localizar o corpo no espaço (este é o meu corpo, e aonde eu estou no mundo?). Para entender esse sistema é necessário saber como eu me envolvo na compreensão do meu corpo, em relação as outras pessoas e ao meio ambiente expandindo para o mundo

A relação com os objetos e com outras pessoas ao seu redor e a possibilidade de se co-regular, e em seguida encontrar maneiras de representar a si mesmo dentro desse mesmo espaço.

Quando a criança começa a dominar esses sentidos, entram no processo do pensamento lógico em torno de conceitos espacias e visuais, desenvolvendo conceitos de tempo e espaço. A criança inicia uma necessidade de compreensão que é preciso tempo para ir de um ponto a outro: que algo está muito longe, que há uma diferença entre hoje e amanhã, e que com rapidez eles podem se mover através do tempo e do espaço.
Isso as ajudará a pensar racionalmente o que significam as coisas no momento em que elas estão acontecendo. Outro fator importante é a lógica e o planejamento de ações espaciais e visuais, o que chamamos de pensamento representacional.

No DIR estamos sempre falando de engajamento, até porque começamos com coisas simples como olhar para o rosto da mãe e saber aonde ela está no espaço, ou podemos começar com o nariz do papai, que toda vez que tocado emite um som. Olha o quanto conseguimos nessa brincadeira de interação! São brincadeiras necessárias para chegarmos ao esconde esconde. O que penso é que existem milhares de brincadeiras que ajudam as crianças a desenvolverem esse conjunto de sistemas, porém se faz necessário saber aonde a criança está, para que possamos trabalhar com elas. Muitas vezes vejo crianças de 4 anos ainda jogando objetos para cima e olhando para ver se cairam, porém com dificuldades de ver os objetos na esfera de cima, ou apenas girando os objetos no espaço para que eles fiquem fora da esfera visual.  Para essas crianças devemos começar pela exploração do seu corpo, o corpo do outro como a brincadeira do nariz, para depois alcançarmos os objetos.  A ideia é começar dentro do alcance da criança, divertidamente, para que ela possa subir a escada do desenvolvimento com mais consciência corporal. Essa compreensão deverá passar pelos planos escolares, falo porque nas minhas visitas nas escolas vejo toda a equipe preocupada na parte pedagógica, o grande desafio, e na verdade o maior desafio da criança está na localização do espaço visual. Vejo sempre crianças deitadas brincando com trens devido a dificuldade de se localizar e se mover no espaço, deixando os trens semi fixos, ou empilherando os carros na mesma direção. A ideia é que a criança desenvolva o senso de onde seu corpo está e o que se move no seu campo visual, no caso a capacidade de planejar a ação. É como se ela não tivesse só se movendo porque algo vem em sua direção, ou por querer alcançar algo, mas realmente porque planejou a frente.
Eu sempre peço aos pais que envolvam as crianças em planejamento diário, como lavar um carro, pôr os pratos na mesa. Tarefas diárias ajudam a organizar a criança, e praticar essas tarefas em casa vai ajuda-las na rotina escolar.
Quando olhamos para o funcionamento cognitivo e sensorial precisamos entender como uma criança vem a compreender ou entender as coisas, o que faz realmente sentido para ela, não apenas o que ela ouve, mas o que ela vê. Entender a forma como uma criança entende seu mundo visual. No fundo gastamos um monte de atenção em linguagem, trabalhos acadêmicos e habilidades sociais, mas não muito sobre esse componente importante. Se olharmos para as crianças com transtornos do espectro autista, sabemos que alguns deles, não todos, são pensadores visuais. Algumas crianças tem muito boa memória visual, eles se lembram de tudo que vêem, outros tem memória visual fraca e não conseguem lembrar de sons ou palavras, por exemplo: tem criança que pesquisa os quatro cantos de uma sala e acha o objeto escondido no meio da sala, tem habilidade de organizar seu campo visual e tem outras que se perdem em apenas uma pequena parte da sala, como falo “sempre vêem a floresta, mas não identificam as árvores.”

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A aceitação começa na família ! Celebrando dia 2 de abril!

por Jean Winegardner

Nós pais de crianças autistas falamos muito sobre o desejo de aceitação para os nossos filhos . Queremos professores , colegas, empregados, potenciais , estranhos e o mundo em geral que vejam nossos filhos como as pessoas maravilhosas que são, merecedores de respeito e de admiração . a verdade e que muitas vezes  , o lugar onde a aceitação está faltando está em casa e em nossos próprios corações .

Lembro-me de quando eu era um pai novo e o autismo era uma das palavras mais assustadoras que eu conhecia. Eu só sabia algumas coisas sobre o autismo , mas sabia o suficiente para me preocupar quando o meu filho mais velho brincava com seus carrinhos de brinquedo com cuidado de usá-los  focalizando linha da cama repetidamente  , em seguida, os prantos aconteciam  quando não funcionava na forma uniformemente .

Na época, a possibilidade de autismo parecia ser a pior coisa que poderia acontecer a uma família.

Dez anos depois, eu me sinto tão  diferente. O autismo não tem absolutamente mudado a minha família, mas eu sou muito grato pela forma como temos sido moldados pela nossa neurodiversidade .

Desde aqueles dias , quase todos na minha família foi diagnosticado com algum tipo de diferença neurológica. O filho mais velho tem TDAH, meu filho mais novo tem problemas sensoriais e uma boa dose de estranheza , e meu filho do meio , Jack e eu estamos autista.

Para a minha família , o medo de autismo foi muito pior do que a realidade .

Eu não estou dizendo que eu não me preocupei com meu filho com autismo. A incerteza de seu futuro me assustou. Levei algum tempo para encontrar a paz sobre suas diferenças em relação a seus colegas de classe pré-escolar. Chorei muito naquele primeiro  dois anos.

Mas eu ri muito também, porque esse menino era (e é ) incrível e hilariante . Depois de todo o meu medo do desconhecido e o estresse de aprender como funciona o sistema de educação especial começou a diminuir , e ai a aceitação começa a aparecer .
No momento em que ele finalmente conseguiu o seu diagnóstico , eu estava aliviado  por ter uma palavra que me deu uma direção para procurar sua comunidade e recursos para ajudá-lo a ser o melhor Jack ele poderia ser. Eu não podia lamentar seu diagnóstico, porque não faria nada para mudá-lo. Claro, nossos primeiros anos foram estressante, mas eu não me lembro nunca desejando que ele fosse diferente. Porque se você conhecer  Jack? Aquele garoto é incrível .

Eu sei que há um grande número de pais que realmente, verdadeiramente amam seus filhos e faria qualquer coisa para ajudá-los , mas que odeiam o autismo de seu filho. Sei que seus filhos sentem o seu amor , mas eu me preocupo que eles também sentem  raiva e remorso .

Eu entendo o medo e a incerteza , mas o rio da vida de nossos filhos vão fluir do jeito que eles foram feitos para , independentemente de quanto nós, como pais tentam alterar o seu curso . Descobri como pisar na corrente do rio do Jack com ele e ensinando-lhe de onde e mais prazeroso e mais fácil nadar .
Tenho as maiores esperanças para todos os meus três filhos . Todos eles têm desafios à frente deles, mas eles nunca terão que pensar que eu não gosto de quem eles são. Eles nunca terão  que se perguntar por que eu passei anos tentando corrigi-los , porque eu nunca pensei que eles estavam quebrados. Eu amo cada parte deles ( exceto, talvez, as peças chorosa ) .

É impossível imaginar Jack sem autismo. Se ele fosse normal , ele ainda seria tão gentil e bondoso ? Será que ele ainda  ia encontrar tanta alegria no mundo? Será que ele ainda olharia  a vida ao seu redor com sua visão de mundo criativo e imaginativo ? Será que ele ainda tem a sua curiosidade ? Seu carisma ? Sua inteligência ? Sua personalidade encantadora ?

Eu nunca poderia saber muito sobre quem é Jack . Eu não acredito que haja alguma outra criança debaixo de seu autismo. Mesmo se houvesse, eu não quero essa criança. Eu quero o meu filho.


por Jean Winegardner

Nós pais de crianças autistas falamos muito sobre o desejo de aceitação para os nossos filhos . Queremos professores , colegas, empregados, potenciais , estranhos e o mundo em geral que vejam nossos filhos como as pessoas maravilhosas que são, merecedores de respeito e de admiração . a verdade e que muitas vezes  , o lugar onde a aceitação está faltando está em casa e em nossos próprios corações .

Lembro-me de quando eu era um pai novo e o autismo era uma das palavras mais assustadoras que eu conhecia. Eu só sabia algumas coisas sobre o autismo , mas sabia o suficiente para me preocupar quando o meu filho mais velho brincava com seus carrinhos de brinquedo com cuidado de usá-los  focalizando linha da cama repetidamente  , em seguida, os prantos aconteciam  quando não funcionava na forma uniformemente .

Na época, a possibilidade de autismo parecia ser a pior coisa que poderia acontecer a uma família.

Dez anos depois, eu me sinto tão  diferente. O autismo não tem absolutamente mudado a minha família, mas eu sou muito grato pela forma como temos sido moldados pela nossa neurodiversidade .

Desde aqueles dias , quase todos na minha família foi diagnosticado com algum tipo de diferença neurológica. O filho mais velho tem TDAH, meu filho mais novo tem problemas sensoriais e uma boa dose de estranheza , e meu filho do meio , Jack e eu estamos autista.

Para a minha família , o medo de autismo foi muito pior do que a realidade .

Eu não estou dizendo que eu não me preocupei com meu filho com autismo. A incerteza de seu futuro me assustou. Levei algum tempo para encontrar a paz sobre suas diferenças em relação a seus colegas de classe pré-escolar. Chorei muito naquele primeiro  dois anos.

Mas eu ri muito também, porque esse menino era (e é ) incrível e hilariante . Depois de todo o meu medo do desconhecido e o estresse de aprender como funciona o sistema de educação especial começou a diminuir , e ai a aceitação começa a aparecer .
No momento em que ele finalmente conseguiu o seu diagnóstico , eu estava aliviado  por ter uma palavra que me deu uma direção para procurar sua comunidade e recursos para ajudá-lo a ser o melhor Jack ele poderia ser. Eu não podia lamentar seu diagnóstico, porque não faria nada para mudá-lo. Claro, nossos primeiros anos foram estressante, mas eu não me lembro nunca desejando que ele fosse diferente. Porque se você conhecer  Jack? Aquele garoto é incrível .

Eu sei que há um grande número de pais que realmente, verdadeiramente amam seus filhos e faria qualquer coisa para ajudá-los , mas que odeiam o autismo de seu filho. Sei que seus filhos sentem o seu amor , mas eu me preocupo que eles também sentem  raiva e remorso .

Eu entendo o medo e a incerteza , mas o rio da vida de nossos filhos vão fluir do jeito que eles foram feitos para , independentemente de quanto nós, como pais tentam alterar o seu curso . Descobri como pisar na corrente do rio do Jack com ele e ensinando-lhe de onde e mais prazeroso e mais fácil nadar .
Tenho as maiores esperanças para todos os meus três filhos . Todos eles têm desafios à frente deles, mas eles nunca terão que pensar que eu não gosto de quem eles são. Eles nunca terão  que se perguntar por que eu passei anos tentando corrigi-los , porque eu nunca pensei que eles estavam quebrados. Eu amo cada parte deles ( exceto, talvez, as peças chorosa ) .

É impossível imaginar Jack sem autismo. Se ele fosse normal , ele ainda seria tão gentil e bondoso ? Será que ele ainda  ia encontrar tanta alegria no mundo? Será que ele ainda olharia  a vida ao seu redor com sua visão de mundo criativo e imaginativo ? Será que ele ainda tem a sua curiosidade ? Seu carisma ? Sua inteligência ? Sua personalidade encantadora ?

Eu nunca poderia saber muito sobre quem é Jack . Eu não acredito que haja alguma outra criança debaixo de seu autismo. Mesmo se houvesse, eu não quero essa criança. Eu quero o meu filho.

Dez anos atrás , eu era incapaz de entender paternidade de uma criança com autismo . Agora eu não  poderia viver o meu próprio filho sem ele. A aceitação começa na família !
Dez anos atrás , eu era incapaz de entender paternidade de uma criança com autismo . Agora eu não  poderia viver o meu próprio filho sem ele. A aceitação começa na família !

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Desenvolvimento



Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças, vamos também trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão, e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento.
Pra nós DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diárias, lendo-as a déficits emocionais, que muitas vezes vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e quando não a “depressão”.
Outro fator importante, que devemos ressaltar no tratamento do autismo é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então acredito que cabe a nós terapeutas abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais, para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional, e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico procuro ligar essa prática, sem logicamente esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento.  E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diária.