sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Visão geral das abordagens de intervenção



Ao receber  a um diagnóstico de  transtorno do desenvolvimento infantil ou emocional os pais entram em uma viagem de ansiedade  para encontrar soluções. Que  intervenção (s ) para escolher , quando , quantas vezes, quanto tempo, com quem,  são apenas algumas das perguntas que passam pela mente de todos os pais , que enfrentam escolhas limitadas ou confusas. Com muita frequência, os pais enfrentam colocar seu filho em um ou outro programa em vez de encontrar os programas que se ajustam às necessidades individuais de seus filhos. 
No entanto , sabemos que a identificação precoce , a intervenção precoce e  a intensidade são importantes e fazem a diferença. Enquanto ainda não podemos explicar as causas , sabemos que o Autismo envolve conectividade neural irregular que afeta muitas partes do cérebro de maneiras diferentes para cada criança. Sabemos também que as crianças vivem em famílias diferentes , em diferentes culturas e ambientes , e tem experiências diferentes. Isso faz  existir  uma necessidade de  intervenção que abraçe a complexidade e se torne uma força dinâmica , abrangente e sistemática para apoiar o progresso . Nos DIR/FLOORTIME acreditamos que o  desenvolvimento pode ser avançado ao longo da vida . Isto requer uma base forte de tratamento que fornece a estrutura para maximizar o desenvolvimento da criança . A partir desta base , outras intervenções podem ser integradas.

PERGUNTAS FREQUENTES QUE DEVEM SER QUESTIONADAS...

Como ele aprende sobre seu mundo ? Será que ele confia mais em seu sistema visual ou auditivo ou uma combinação de ambos?
Como é que ele se relacionar com você e os outros?
Qual é a sua capacidade de participar, se envolver emocionalmente , manter interações recíprocas ?
Ele pode participar em qualquer comunicação verbal ou não-verbal 
Como é que o seu sistema sensorial ajuda ou atrapalha o seu desenvolvimento na função diária?
Como ele usa o seu sistema motor para coordenar o seu corpo e para satisfazer suas necessidades e desejos ?
Que comportamentos pode estar impedindo o seu progresso de desenvolvimento ?
Será que ele tem algum problema de saúde que afetam o seu desenvolvimento e / ou comportamento?
Quais são os seus interesses e como eles podem ser usados ​​para ajudar a promover sua interação com você e os outros?

As respostas a esses tipos de perguntas vao ajudar você  ir além do rótulo do diagnóstico para conhecer seu filho,e  identificar todos os desafios específicos que vão descarrilar o seu desenvolvimento ,  e ai depois  você será capaz de corresponder às suas necessidades com os programas de tratamento disponíveis em sua comunidade e que se encaixam melhor para sua família . Existem muitas abordagens para o tratamento  e os mais comuns são descritos abaixo. Cada abordagem possui vários paradigmas terapêuticos.

O Menu Tratamento

Nos DIR/floortime reconhecemos várias abordagens que oferecem intervenções importantes e consideramos estrategicos em diferentes pontos no tempo para qualquer criança.  Estas intervenções muitas vezes se sobrepõem na abordagem e precisam ser considerados ao criar um plano de tratamento abrangente, que adapta o trabalho às diferenças individuais , constrói as bases do desenvolvimento e identifica formas que a criança pode aprender a se comunicar melhor , pensar, aprender e desenvolver relacionamentos. Os pais são encorajados a encontrar os especialistas de desenvolvimento que podem ajudá- los a planejar a abordagem de tratamento abrangente para doenças tão diversas como o espectro do autismo e outros transtornos do desenvolvimento  emocional. A lista abaixo  e uma tentativa de categorizar várias  abordagens de intervenção que sao importantes no mundo do Autismo

Desenvolvimento

Modelo DIR / Floortime Modelo- desenvolvimento, individualizado , baseado no relacionamento

P.L.A.Y. PROJETO

SCERTS ®

Programas hanen

RDI - Relação de Desenvolvimento Intervenção

O Programa Son-Rise

Psicoterapia Developmental

Intervenção Precoce modelos de tratamento

ESDM - Cedo Denver Modelo Início
JASP - Atenção Joint and Play / Comunicação Social simbólica e simbólica jogo de Intervenção para pré-escolares com autismo

COMPORTAMENTAL

ABA – Analise de comportamento
VBA - Análise do Comportamento Verbal
PRT - Formação de Resposta Pivotal

Ensino estruturado
TEACCH - Tratamento e Educação de Crianças Autistas e Relacionados Comunicação –Deficientes Educacional 
Educação Especial ou Inclusão
Feurerstein MLE
Lindamood Sino
Visual Espacial Cognitiva
terapias clínicas
Terapia Ocupacional - Integração Sensorial
Fonoaudiologia
Fisioterapia
pensamento social
Visual Espacial Cognitiva
Método Miller

 Saúde e nutrição

Além de várias abordagens intervencionais , tratamentos médicos e nutrional tem respondido positivamente em varias familias.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Palestra com Simone Pires

Hoje, o Floortime Brasil traz uma dica para os profissionais: uma palestra com a médica nutróloga, afiliada e especialista em protocolo DAN pelo Autism Research Institute (ARI), Simone Pires, que vai acontecer no CDI, no dia 21 de setembro. A palestra tem carga horária de 3h sendo as vagas limitadas. Outras informações no telefone (81) 30375768.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O sucesso da inclusão vai depender....


Existem problemas, nos programas educacionais para ajudar as crianças com dificuldades de aprendizado, em varias áreas. Especialmente, quando priorizamos cobrir o conteúdo muito rápido usando memorização como caminho para o aprendizado. Na minha opinião,  o que esses programas causam para as minhas crianças, além dos estresses e ansiedades, é uma enorme sensação de fracasso, nas famílias que  acreditam que a inclusão é a porta da socialização para o autismo, e esquecimento do lado mais importante: o EMOCIONAL, base para qualquer aprendizado.  

Precisamos entender que o aprendizado, seja lá o que for, é um processo sequencial e exige o domínio, mesmo que mínimo, da tal falada PRAXIS. O mundo da inclusão exige muito dessa ação. Lá, necessitamos saber, sequenciar, escutar, seguir direções auditivas e visuais, se localizar, no espaço, e localizar ou outros, estar regulado e atento e o mais importante: pensar e sentir para se comunicar. Gente! Até uma simples adição matemática exige uma compreensão do espaço que vai somar  ao pensamento visual. Nossas crianças, muitas vezes, usam da visão periférica como instrumento de proteção sensorial contra movimentos da cabeça ou dificuldades de interação e comunicação, ou, ainda, não desenvolveram o conhecimento e a compreensão para dirigir seus próprios olhos ou mãos para o objeto, ou mesmo, para o que fazer para focalizar e exercer a práxis do movimento.  Se essas crianças estão no processo de adquirir habilidades motoras e visuais para conseguirem conviver com ambientes imprevisíveis, como essa inclusão pode dar certo, antes das habilidades? Então, mais que lógico e humano, é que tenhamos programas aonde as necessidades sejam amparadas e trabalhadas, antes de inserimos nossas crianças na inclusão!

segunda-feira, 15 de julho de 2013


Desenvolvimento!



Num passado, não muito distante, dois modelos guiaram as intervenções terapêuticas: o antigo modelo comportamental, que fez o melhor diante das circunstâncias do que se sabia de desenvolvimento infantil, e o voltado para as áreas das habilidades cognitivas. 

No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos. O segundo modelo recebeu lições das crianças mais velhas, por exemplo: se uma criança mais velha, supostamente, estava aprendendo como identificar formas, faríamos com que uma criança de três anos, que não tinha linguagem, fizesse o mesmo trabalhando em uma sequência repetitiva, sempre e sempre. Mais uma vez, era melhor que nada, pelo menos estavam interagindo e encorajando a cognição da criança. Porém, continuavam trabalhando habilidades cognitivas isoladas. 

Hoje em dia, nós entendemos como a mente e o cérebro funcionam, e aí podemos fazer muito mais por nossas crianças. Nós podemos ir em todas as áreas desses modelos e modificar a superfície do comportamento, ou trabalhar com as habilidades isoladas. Nós podemos, agora, sistematizar o modelo de desenvolvimento, que sintetiza e integra as melhores informações que temos de como a mente e o cérebro desenvolvem.

Eu acredito mais na interação e na troca emocional pois, sem essa relação, fundamental, a cognição e a linguagem não se desenvolvem, apropriadamente. Por exemplo: A criança não aprende a dizer “olá” baseada em regras, você só diz “olá” para pessoas que conhece. Quando a criança não se sente segura, ou, até mesmo, quando ela sente medo, raiva, vergonha, vai se esconder atrás das pernas da mãe ou do pai e não diz “olá”. Então, não é surpresa que crianças que se sentem lotadas, psicologicamente, evitem esse tipo de cumprimento, ou, até mesmo, tenham dificuldade em expressar alegria. Resumindo, até algo simples como um “olá” é vinculado ao nosso AFFECT.

Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente, crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças. Vamos, também, trabalhar no contexto familiar.

Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento. Para nós da DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.

Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diarias, lendo-as a déficits emocionais, que, muitas vezes, vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e, quando não, a “depressão”. Outro fator importante que devemos ressaltar, no tratamento do autismo, é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais, é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.

Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então, acredito que cabe a nós, terapeutas, abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação, fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.

No meu trabalho terapêutico, procuro ligar essa prática sem, logicamente, esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento.  E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diaria.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Comandos...

Prompt!!!
 
Quando falamos de abordagem baseada na emoção, isto é o que queremos dizer... queremos que o “prompt” venha de dentro da criança... venha de seu desejo, suas emoções, por isso o chamamos assim. Portanto, o “prompt” não é o reforço externo, mas o desejo interno de fazer a coisa e, como consequência, satisfazer-se ao realizá-la, como no caso de achar o porta-óculos. Quando uma criança aprende deste modo, ela generaliza imediatamente. Se uma criança aprende a dizer “olá” porque ela se sente amistosa em relação a alguém, este olá vai acontecer todas as vezes que ela sentir a mesma emoção. Portanto, um professor caloroso, um vizinho amistoso... alguém que a assuste, ela não vai dizer olá, porque a dica interna é a emoção que orquestra algo tão básico quanto “olá”. Agora, se elas aprendem olá e toda vez que você encontra alguém, você diz olá porque você foi condicionado a aprender a dizer olá de modo roteirizado, você vai dizer olá indiscriminadamente para todo mundo com quem você encontrar, até mesmo um estranho que te assuste... Porque você não está fazendo isto a partir de um “prompt” interno. Portanto, você não está discriminando. Portanto, para ser discriminativo e para generalizar, porque se você carrega o “prompt” dentro de você, você transfere ele de casa para a escola e para outras instâncias. Mas, se você aprende de modo errado, você pode fazê-lo somente na instância onde você aprendeu... na escola, por exemplo, ou em casa ou na terapia... Portanto, terapeutas...(indistinto) de duas formas: aprendizado e generalização. Mas isso é artificial. No desenvolvimento natural, não acontece dessa forma. Crianças generalizam instantaneamente. Quando elas aprendem uma palavra, elas usam em todos os lugares. Elas fazem isso porque, ordinariamente, quando você aprende uma linguagem, ela vem do mesmo modo em que os símbolos são formados, porque os investimos de significado emocional e, então, os carregamos para todos os lugares dentro de nós. Portanto, esta é uma filosofia bastante diferente e cumpre seu objetivo mais prontamente quando trabalhamos com crianças dessa forma. Mas coloca como fardo um desafio maior: descobrir as circunstâncias que irão inspirar as crianças a querer dominar os passos, se tivermos o modelo em mente no qual confeccionamos para o nível funcional emocional da criança, confeccionamos para as diferenças de processamento individual e criamos estes relacionamentos de aprendizado.