quinta-feira, 14 de novembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Palestra com Simone Pires
Hoje, o Floortime Brasil traz uma dica para os profissionais: uma palestra com a médica nutróloga, afiliada e especialista em protocolo DAN pelo Autism Research Institute (ARI), Simone Pires, que vai acontecer no CDI, no dia 21 de setembro. A palestra tem carga horária de 3h sendo as vagas limitadas. Outras informações no telefone (81) 30375768.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
O sucesso da inclusão vai depender....
Existem problemas, nos programas
educacionais para ajudar as crianças com dificuldades de aprendizado, em varias áreas.
Especialmente, quando priorizamos cobrir o conteúdo muito rápido usando memorização
como caminho para o aprendizado. Na
minha opinião, o que esses programas
causam para as minhas crianças, além dos estresses e ansiedades, é uma enorme sensação
de fracasso, nas famílias que acreditam
que a inclusão é a porta da socialização para o autismo, e esquecimento do lado mais
importante: o EMOCIONAL, base para
qualquer aprendizado.
Precisamos entender que o aprendizado, seja lá o que for, é um processo sequencial e exige o domínio, mesmo que mínimo, da tal falada PRAXIS. O mundo da inclusão exige muito dessa ação. Lá, necessitamos saber, sequenciar, escutar, seguir direções auditivas e visuais, se localizar, no espaço, e localizar ou outros, estar regulado e atento e o mais importante: pensar e sentir para se comunicar. Gente! Até uma simples adição matemática exige uma compreensão do espaço que vai somar ao pensamento visual. Nossas crianças, muitas vezes, usam da visão periférica como instrumento de proteção sensorial contra movimentos da cabeça ou dificuldades de interação e comunicação, ou, ainda, não desenvolveram o conhecimento e a compreensão para dirigir seus próprios olhos ou mãos para o objeto, ou mesmo, para o que fazer para focalizar e exercer a práxis do movimento. Se essas crianças estão no processo de adquirir habilidades motoras e visuais para conseguirem conviver com ambientes imprevisíveis, como essa inclusão pode dar certo, antes das habilidades? Então, mais que lógico e humano, é que tenhamos programas aonde as necessidades sejam amparadas e trabalhadas, antes de inserimos nossas crianças na inclusão!
Precisamos entender que o aprendizado, seja lá o que for, é um processo sequencial e exige o domínio, mesmo que mínimo, da tal falada PRAXIS. O mundo da inclusão exige muito dessa ação. Lá, necessitamos saber, sequenciar, escutar, seguir direções auditivas e visuais, se localizar, no espaço, e localizar ou outros, estar regulado e atento e o mais importante: pensar e sentir para se comunicar. Gente! Até uma simples adição matemática exige uma compreensão do espaço que vai somar ao pensamento visual. Nossas crianças, muitas vezes, usam da visão periférica como instrumento de proteção sensorial contra movimentos da cabeça ou dificuldades de interação e comunicação, ou, ainda, não desenvolveram o conhecimento e a compreensão para dirigir seus próprios olhos ou mãos para o objeto, ou mesmo, para o que fazer para focalizar e exercer a práxis do movimento. Se essas crianças estão no processo de adquirir habilidades motoras e visuais para conseguirem conviver com ambientes imprevisíveis, como essa inclusão pode dar certo, antes das habilidades? Então, mais que lógico e humano, é que tenhamos programas aonde as necessidades sejam amparadas e trabalhadas, antes de inserimos nossas crianças na inclusão!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Desenvolvimento!
Num passado, não muito distante, dois modelos guiaram as intervenções
terapêuticas: o antigo modelo comportamental, que fez o melhor diante das
circunstâncias do que se sabia de desenvolvimento infantil, e o voltado para as áreas das habilidades cognitivas.
No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos. O segundo modelo recebeu lições das crianças mais velhas, por exemplo: se uma criança mais
velha, supostamente, estava aprendendo como identificar formas, faríamos com que uma criança de três anos, que não tinha linguagem, fizesse o mesmo trabalhando em uma
sequência repetitiva, sempre e sempre. Mais uma vez, era melhor que nada, pelo
menos estavam interagindo e encorajando a cognição da criança. Porém,
continuavam trabalhando habilidades cognitivas isoladas.
No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos.
Hoje em dia, nós entendemos como a mente e o cérebro funcionam, e aí
podemos fazer muito mais por nossas crianças. Nós podemos ir em todas as áreas
desses modelos e modificar a superfície do comportamento, ou trabalhar com as
habilidades isoladas. Nós podemos, agora, sistematizar o modelo de
desenvolvimento, que sintetiza e integra as melhores informações que temos de
como a mente e o cérebro desenvolvem.
Eu acredito mais na interação e na troca emocional pois, sem essa
relação, fundamental, a cognição e a linguagem não se desenvolvem, apropriadamente.
Por exemplo: A criança não aprende a dizer “olá” baseada em regras, você só diz
“olá” para pessoas que conhece. Quando a criança não se sente segura, ou, até
mesmo, quando ela sente medo, raiva, vergonha, vai se esconder atrás das pernas
da mãe ou do pai e não diz “olá”. Então, não é surpresa que crianças que se
sentem lotadas, psicologicamente, evitem esse tipo de cumprimento, ou, até mesmo, tenham
dificuldade em expressar alegria. Resumindo, até algo simples como um “olá” é
vinculado ao nosso AFFECT.
Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos,
particularmente, crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no
processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as
crianças. Vamos, também, trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão e
compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e
de processamento. Para nós da DIR, se faz
necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade
da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu
ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos
que elas não alcançam e que geram frustações diarias, lendo-as a déficits
emocionais, que, muitas vezes, vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e
isolamento, e, quando não, a “depressão”. Outro fator importante que devemos ressaltar, no tratamento do autismo, é
a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais, é de
extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao
tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e
conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os
pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo
isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então, acredito que cabe a nós,
terapeutas, abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais para
que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças
precisam dessa validação emocional e temos indícios científicos que são bem
mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação, fica
impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de
desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal
emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o
desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico, procuro ligar essa prática sem, logicamente,
esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e
sensoriais para um completo tratamento.
E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na
prática diaria.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Comandos...
Prompt!!!
Quando falamos de abordagem baseada na emoção, isto é o que queremos dizer... queremos que o “prompt” venha de dentro da criança... venha de seu desejo, suas emoções, por isso o chamamos assim. Portanto, o “prompt” não é o reforço externo, mas o desejo interno de fazer a coisa e, como consequência, satisfazer-se ao realizá-la, como no caso de achar o porta-óculos. Quando uma criança aprende deste modo, ela generaliza imediatamente. Se uma criança aprende a dizer “olá” porque ela se sente amistosa em relação a alguém, este olá vai acontecer todas as vezes que ela sentir a mesma emoção. Portanto, um professor caloroso, um vizinho amistoso... alguém que a assuste, ela não vai dizer olá, porque a dica interna é a emoção que orquestra algo tão básico quanto “olá”. Agora, se elas aprendem olá e toda vez que você encontra alguém, você diz olá porque você foi condicionado a aprender a dizer olá de modo roteirizado, você vai dizer olá indiscriminadamente para todo mundo com quem você encontrar, até mesmo um estranho que te assuste... Porque você não está fazendo isto a partir de um “prompt” interno. Portanto, você não está discriminando. Portanto, para ser discriminativo e para generalizar, porque se você carrega o “prompt” dentro de você, você transfere ele de casa para a escola e para outras instâncias. Mas, se você aprende de modo errado, você pode fazê-lo somente na instância onde você aprendeu... na escola, por exemplo, ou em casa ou na terapia... Portanto, terapeutas...(indistinto) de duas formas: aprendizado e generalização. Mas isso é artificial. No desenvolvimento natural, não acontece dessa forma. Crianças generalizam instantaneamente. Quando elas aprendem uma palavra, elas usam em todos os lugares. Elas fazem isso porque, ordinariamente, quando você aprende uma linguagem, ela vem do mesmo modo em que os símbolos são formados, porque os investimos de significado emocional e, então, os carregamos para todos os lugares dentro de nós. Portanto, esta é uma filosofia bastante diferente e cumpre seu objetivo mais prontamente quando trabalhamos com crianças dessa forma. Mas coloca como fardo um desafio maior: descobrir as circunstâncias que irão inspirar as crianças a querer dominar os passos, se tivermos o modelo em mente no qual confeccionamos para o nível funcional emocional da criança, confeccionamos para as diferenças de processamento individual e criamos estes relacionamentos de aprendizado.
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