quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Adeus a Loovas !!!

In Memory of Ivar Lovaas, Ph.D. (1927-2010)

The Interdisciplinary Council on Developmental and Learning Disorders (ICDL) shares with the Autism community the passing of Dr. Ivar Lovaas, who was the first to believe that children with Autism could learn and reach their fullest potential. We invite you to watch a short video clip where Dr. Greenspan (1941-2010) welcomes and honors Dr. Lovaas during the 1997 ICDL Annual Conference. In memory of two great men who helped thousands of children and families. Watch video

2010 Annual Conference

Redefining Autism

November 5, 6 and 7, 2010

Hilton Mc Lean, Tysons Corner, VA (Washington, DC Metro Area)

Save the date, and have the opportunity to listen and interact with great speakers, including:

Featured panels will include presentations and discussions on redefining research, diagnosis, and education for children with ASD.

More details and registration coming soon!

Entrem no site do icdl.com para ver os detalhes!

domingo, 20 de junho de 2010

Terapia de Integração Sensorial em crianças com autismo

A maioria de nós inconscientemente aprende a combinar os nossos sentidos (visão, som, cheiro, toque, gosto, equilíbrio, e o corpo no espaço), a fim de dar sentido ào nosso meio. Crianças com autismo têm dificuldade em aprender a fazer isso. Terapia de integração sensorial é uma especialização da terapia ocupacional (TO) que coloca a criança em uma sala especificamente destinada a estimular e desafiar todos os sentidos. Durante a sessão, o terapeuta trabalha em estreita colaboração com a criança para incentivar “movimento” dentro da sala.

A Terapia de integração sensorial é orientado por quatro princípios fundamentais:

1. a criança deve ser capaz de cumprir com êxito os desafios que são apresentados através de atividades lúdicas (Desafio na medida certa);

2. a criança deve adaptar seu comportamento com as estratégias novas e úteis, em resposta aos desafios apresentados (Resposta adaptativa);

3. a criança vai querer participar, porque as atividades são divertidas; e

4. as preferências da criança são usadas para iniciar experiências terapêuticas dentro da sessão (terapia direcionada pelo criança).

A Terapia de integração sensorial baseia-se no pressuposto de que a criança seja hiper estimulada ou hipo estimulada pela ambiente. Portanto, o objetivo de terapia de integração sensorial é melhorar a capacidade do cérebro para processar a informação sensorial de modo que a criança vai funcionar melhor nas suas atividades diárias.

Durante a terapia de integração sensorial, a criança interage (um a um) com o terapeuta ocupacional e executa uma atividade que combina entrada sensorial com movimento. Exemplos de tais atividades incluem:

· balançando em uma rede (movimento através do espaço);
· dançando uma música (som);
· tocando em caixas cheias de feijão (toque);
· rastejando túneis (toque e movimento através do espaço);
· bater bolas balançando (coordenação olho-mão);
· girando em uma cadeira (equilíbrio e visão); e
· equilibrando-se sobre uma viga (equilíbrio).

A criança é guiada através de todas estas atividades de uma forma que é estimulante e desafiador. O foco da terapia de integração sensorial é ajudar as crianças com autismo combinar os movimentos adequados a partir dos diferentes sentidos.
Qual é a teoria por trás disso?

Em nossa vida diária, as pessoas experimentam eventos que, simultaneamente, estimulam mais de um sentido. Usamos nossos sentidos múltiplos para tomar esta informação variada, e combiná-los para nos dar uma clara compreensão do mundo que nos rodeia. Nós aprendemos durante a infância como fazer isso. Assim, através das experiências da infância ganhamos a habilidade de usar todos os nossos sentidos juntos para planejar uma resposta a qualquer coisa que se nota na nosso ambiente. Crianças com autismo são menos capazes deste tipo de síntese e, portanto, podem ter dificuldade de responder adequadamente a diferentes estímulos.

Crianças com autismo também podem ter um tempo de escuta difícil quando eles estão preocupados com a procura de alguma coisa. Este é um exemplo das dificuldades em receber informações através de mais de um sentido simultaneamente. Médicos que tratam de crianças com autismo, acreditamque estas dificuldades são o resultado de diferenças entre os cérebros de crianças com autismo e outras crianças.

Os conceitos subjacentes da terapia de integração sensorial são baseados em pesquisas nas áreas de neurociência, psicologia, terapia ocupacional e educação. As pesquisas sugerem que as informações sensoriais recebida do ambiente são fundamentais; as interações entre a criança e o ambiente forma o cérebro, e influencia a aprendizagem. Além disso, as pesquisas sugerem que o cérebro pode mudar em resposta à entrada do ambiente, e as ricas experiências sensoriais podem estimular mudanças no cérebro.

http://autism.healingthresholds.com/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Floortime

Floortime, é uma maneira sistemática de trabalhar com uma criança e ajudá-la a subir os degraus do desenvolvimento, é o coração da abordagem desenvolvimentista da terapia. Ela leva a criança de volta ao primeiro marco que ela perdeu e começa um novo processo de desenvolvimento. Ao se trabalhar intensivamente com pais e terapeutas, a criança pode subir os degraus dos marcos, um por vez, para começar a adquirir as habilidades que lhe faltava.

A maioria das crianças com necessidades especiais está envolvida com terapeutas e educadores que as estão ajudando a dominar as dificuldades de desenvolvimento. Mas, para subir os degraus do desenvolvimento, uma criança precisa de um trabalho intensivo individual. Mesmo a terapia da fala ou ocupacional não oferece uma prática suficiente. Afinal, uma criança passa 12 ou mais horas acordada e durante esse tempo ela está aprendendo alguma coisa. A questão é: o quê? Ela está aprendendo sobre TV (comunicação unidirecional)? Ela está aprendendo como olhar pela janela ou abrir e fechar repetidamente a porta ou alinhar os brinquedos? Ela está aprendendo o prazer de se envolver com os outros e a satisfação de tomar a iniciativa, fazendo entender os seus desejos e as suas necessidades e obtendo respostas? Ela está aprendendo a ter longos diálogos, primeiro sem palavras e depois com palavras e, por fim, a imaginar e pensar? Floortime cria oportunidades para uma criança aprender esses níveis de desenvolvimento críticos. Ele pode ser implementado tanto como um procedimento e como uma filosofia em casa, na escola, quanto fazer parte das diferentes terapias da criança.

A abordagem desenvolvimentista da terapia consiste de três partes.
1. Pais fazem Floortime com seu filho, criando os tipos de experiência que promovem o domínio dos marcos.

2. Fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, educadores e/ou psicoterapeutas trabalham com a criança utilizando técnicas especializadas fornecidas pelos princípios de Floortime para lidar com as dificuldades específicas da criança e facilitar o desenvolvimento.

3. Os pais trabalham com suas próprias respostas e estilos de relacionamento em relação aos diferentes marcos, a fim de maximizar suas interações com o seu filho e criar um padrão familiar que dê suporte ao crescimento emocional e intelectual de todos os membros da família.

Ao mesmo tempo em que todos os três processos são importantes, Floortime é o centro onde os outros dois giram ao redor, porque é principalmente através do Floortime que o seu filho aprenderá a interagir de uma maneira que estimule o seu crescimento. À medida que as suas necessidades específicas vão sendo atendidas com a terapia, ele trará as suas novas habilidades para as interações no Floortime. Quando aprender como as suas próprias respostas influenciam o seu filho, você colocará esse aprendizado em uso no Floortime. Nas interações e brincadeiras livres do Floortime, você pode ajudar o seu filho a construir habilidades interpessoais, emocionais e intelectuais.

Floortime é precisamente isso: um período de 20 a 30 minutos onde você se senta no chão com o seu filho e interage e brinca. Como podem as interações divertidas ajudarem o seu filho a dominar os marcos? A resposta tem a ver com a natureza das interações. Certos tipos de interação com outras pessoas promovem o crescimento da criança.
Primeiro, no entanto, queremos explorar a importância das relações humanas. As relações humanas são muito importantes para o desenvolvimento de uma criança. Os seres humanos parecem ter sido criados para aprender e crescer dentro de um contexto de relação com outros seres humanos. O cérebro e a mente simplesmente não se desenvolvem sem ter sido alimentado pelas relações humanas. Sem os relacionamentos, a auto-estima, a iniciativa e a criatividade também não se desenvolvem. Mesmo as funções mais intelectuais do cérebro - lógica, julgamento, pensamento abstrato - não se desenvolvem sem uma fonte constante de relacionamento.

Através de interações, você pode mobilizar as emoções do seu filho para ajudá-lo em seu aprendizado. As emoções tornam todo aprendizado possível. Ao interagir com o seu filho de maneira a capitalizar suas emoções - seguindo os seus interesses e motivações - você pode ajudá-lo a subir os degraus do desenvolvimento. Você pode ajudá-lo a querer aprender em como prestar atenção em você; você pode ajudá-lo a querer aprender em como iniciar um diálogo; você pode inspirá-lo a tomar a iniciativa, aprender sobre causalidade e lógica, a agir para resolver problemas mesmo antes de ele falar e entrar para o mundo das idéias. Uma vez que juntos vocês abrem e fecham vários "círculos de comunicação" (uma comunicação bidirecional – ou de duas vias – entre você e seu filho) de uma vez, você pode ajudá-lo a ligar suas emoções e suas intenções com o seu comportamento (tal como apontar para um brinquedo) e, no final, com suas próprias palavras e idéias ("Me dá aquilo!"). Ajudando-o a ligar as suas emoções ao seu comportamento e às suas palavras de uma maneira intencional, em vez de aprender automaticamente, você capacita o seu filho a começar a se relacionar com você e o mundo de uma maneira mais inteligível, espontânea, flexível e calorosa. Ele ganha uma fundação mais firme para as suas habilidades cognitivas avançadas.

Crianças com necessidades especiais exigem uma prática tremenda para ligar as suas intenções ou emoções ao seu comportamento e, então, às suas palavras. É como uma pessoa destra aprendendo a lançar uma bola de efeito com a mão esquerda – elas precisam praticar a habilidade muitas e muitas vezes para dominá-la. Floortime é o tempo para praticar do seu filho. Cada vez que você se senta no chão e interage - de maneira espontânea, divertida e seguindo os interesses e motivações do seu filho -, você o ajuda a construir aquele elo entre a emoção e o comportamento, e, por fim, as palavras, e fazendo isso, continua a sua jornada nos degraus do desenvolvimento.

Fonte: Stanley I. Greenspan, MD e Serena Wieder, PhD

domingo, 16 de maio de 2010

Estratégias para ajudar a criança a construir palavras simbólicas

- Identifique situações do dia a dia que a criança reconheça e goste e mantenha brinquedos disponíveis para poder brincar sobre essas situações.
- Crie situações de faz-de-conta que despertem o interesse da criança.

- Deixe a criança descobrir o que é real e o que é ilusão. Deixe-a tentar vestir a roupa da boneca mesmo que não caiba; vestir-se de pirata e faça de conta que ela é o pirata. Se estiver com sede convide para tomar um chá, sente-se e brinque pretendendo ser uma festinha. Quando ela estiver com fome brinque de cozinhar invente ou crie um banquete real com comida.

- Estimule brincadeiras em que pretenda ser outra pessoa, se subir na suas costas finja ser um cavalo, no sofá uma montanha, ao brincar na piscina faça de conta que esta é ser o mar.

- Use bonecos para representar a família.

- Crie símbolos para os objetos ao brincar: p. e., a bola é um bolo.

- Ajude a criança a elaborar as direções ao brincar: quem esta dirigindo; onde está indo; porque está indo embora (mantenha a conversa o máximo possível e use palavras como: quem, o que, onde, por que).

- Quando aparecerem problemas crie uma solução simbólica para ajudar a resolvê-los.

- Brincando crie situações como se a boneca estivesse doente fazendo de conta que você e a criança são médicos, usando brinquedos iguais aos instrumentos dos médicos para ajudá-la. Crie situações em que o carro quebre e use as ferramentas para concertar (se envolva na trama, encoraje a imaginação).

- Faça perguntas a bonecas.Crie obstáculos na brincadeira, mude sua voz para ser outra pessoa.

- Use figuras que a criança goste como Barbie, Mônica, Homem-aranha.

- Adote um tema para trabalhar.

- Trabalhe a fantasia e a realidade.Deixe a criança dirigir, a brincadeira não precisa ser real, mas dê encorajamento à lógica.

- Foque no processo, identifique começo, meio, fim. Qual será o seu personagem (chore quando se machucar, mostre felicidade em situasões felizes, dê risadas, faça “voz de mau”. Dramatize para caracterizar e reconhecer as emoções. Reflita idéias e sentimentos brincando e no dia-a-dia).

- Discuta situações abstratas como homem malvado, o mocinho da historia, separação, ciúme, medo, ódio e outros.

- Brincando simbolicamente e conversando, deixe a criança atuar para compreender e superar obstáculos e, assim, alcançar o controle das emoções e das novas experiências.

DEZ COISAS QUE TODO ALUNO COM AUTISMO GOSTARIA QUE A PROFESSORA SOUBESSE


1. Comportamento é comunicação.

Todo comportamento acontece por uma razão. Ele conta para você, mesmo quando as minhas palavras não podem faze-lo, como eu percebo o que está acontecendo ao meu redor. Comportamento negativo interfere no meu processo de aprendizagem. Entretanto, simplesmente interromper esses comportamentos não é suficiente; ensine-me a trocá-los por alternativas adequadas de modo que a aprendizagem real possa fluir. Comece por acreditar nisto: eu verdadeiramente quero aprender a interagir de forma apropriada. Nenhuma criança quer receber uma bronca por comportamento negativo. Esse comportamento geralmente quer dizer que eu estou atrapalhado com sistemas sensoriais desorganizados, não posso comunicar meus desejos ou necessidades ou não entendo o que se espera de mim. Olhe além do meu comportamento para encontrar a fonte da minha resistência. Anote o que aconteceu antes do comportamento: as pessoas envolvidas, hora do dia, ambiente. Um padrão emerge depois de um período de tempo.

2. Nunca presuma nada.

Sem apoio de fatos uma suposição é apenas uma suposição. Posso não saber ou não entender as regras. Posso ter ouvido as instruções mas não ter entendido. Talvez eu soubesse ontem mas não consigo me lembrar hoje. Pergunte a si mesmo:

Você tem certeza que eu realmente sei como fazer o que você está me pedindo? Se de repente eu preciso correr para o banheiro cada vez que preciso fazer uma folha de matemática, talvez eu não saiba como fazer ou tema que meu esforço não seja o suficiente. Fique comigo durante repetições suficientes da tarefa até que eu me sinta competente. Eu posso precisar de mais prática para dominar as tarefas que outras crianças.

Você tem certeza que eu realmente conheço as regras? Eu entendo a razão para a regra (segurança, economia, saúde)? Estou quebrando a regra porque há uma causa? Talvez eu tenha pego um pedaço do meu lanche antes da hora porque eu estava preocupado em terminar meu projeto de ciências, não tomei o café da manhã e agora estou morto de fome.

3. Procure primeiro por problemas sensoriais.

Muitos de meus comportamentos de resistência vêm de desconforto sensorial. Um exemplo é luz fluorescente, que foi demonstrado muitas vezes ser um problema para crianças como eu. O som que ela produz é muito perturbador para minha audição supersensível e o piscar da luz pode distorcer minha percepção visual, fazendo com os objetos pareçam estar se movimentando. Uma luz incandescente ou as novas luzes econômicas na minha carteira vai reduzir o piscar Ou talvez eu precise sentar mais perto de você; não entendo o que você está dizendo porque há muitos sons “entre nós” – o cortador de grama lá fora, a Maria conversando com a Lurdes, cadeiras arrastadas, o som do apontador. Peça à terapeuta ocupacional da escola para dar algumas idéias sensoriais que sejam boas para todas as crianças, não só para mim.

4. Dê um intervalo para auto regulação antes que eu precise dele

Um canto quieto com carpete, algumas almofadas livros e fones de ouvido me dão um lugar para me afastar quando preciso me reorganizar sem ser distante demais que eu não possa voltar para o fluxo de atividades da classe de forma tranqüila.

5. Diga o que você quer que eu faça de forma positiva ao invés de imperativa.

“Você deixou uma bagunça na pia!” é apenas a afirmação de um fato para mim. Não sou capaz de concluir que o que você realmente quer dizer é:“ por favor lave a sua caneca de tinta e ponha as toalhas de papel no lixo”. Não me faça adivinhar ou ter de descobrir o que eu devo fazer.

6. Tenha uma expectativa razoável.

Uma reunião de todas as crianças no ginásio de esportes e alguém falando sobre a venda de balas é desconfortável e sem significado para mim. Talvez fosse melhor eu ir ajudar a secretária a grampear o jornalzinho.

7. Ajude-me a fazer a transição entre atividades.

Leva um pouco mais de tempo para eu fazer o planejamento motor de ir de uma atividade para outra. Dê-me um aviso de que faltam cinco minutos, depois dois, antes de mudar de atividade – e inclua alguns minutos extra no final para compensar. Um relógio, com o mostrador simples ou um “timer” na minha carteira pode me dar uma dica visual sobre o tempo para a próxima mudança e me ajudar a lidar com o tempo mais independentemente.

8. Não torne pior uma situação ruim.
Sei que embora você seja um adulto maduro às vezes você pode tomar decisões ruins no calor do momento. Eu realmente não tenho a intenção de ter uma crise, mostrar raiva ou atrapalhar a classe de qualquer outra forma. Você pode me ajudar a encerrar mais rapidamente não respondendo com um comportamento inflamatório. Conscientize-se de que estes comportamentos prolongam ao invés de resolver a crise:

- Aumentar o volume ou tom de voz. Eu escuto os gritos mas não as palavras.
- Imitar ou caçoar de mim. Sarcasmo, insultos ou apelidos não me deixam sem graça e não mudam meu comportamento.

- Fazer acusações sem provas.
- Adotar uma medida diferente da dos outros.

- Comparar com um irmão ou outro aluno.

- Lembrar episódios prévios ou não relacionados.

- Colocar-me em uma categoria (“crianças como você são todas iguais)”.

9. Critique gentilmente seja honesta – você gosta de aceitar crítica construtiva?

A maturidade e auto confiança de ser capaz de fazer isso pode estar muito distante das minhas habilidades atuais. Você não deveria me corrigir nunca? Lógico que sim. Mas faça-o gentilmente, de modo que eu realmente consiga ouvir você.
- Por favor! Nunca, nunca imponha correções ou disciplina quando estou bravo, frustrado, super- estimulado, ansioso, “ausente” ou de qualquer outra forma que me incapacite a interagir com você.

- Lembre-se que vou reagir mais à qualidade de sua voz do que às palavras. Vou ouvir a gritaria e o aborrecimento, mas não vou entender as palavras e consequentemente não conseguirei descobrir o que fiz de errado. Fale em tom baixo e abaixe-se para falar comigo, de modo que esteja falando comigo no mesmo nível.

- Ajude-me a entender o comportamento inadequado de forma que me apóie, me ajude a resolver o problema ao invés de punir ou me dar uma bronca. Ajude-me a descobrir os sentimentos que despertaram o comportamento. Posso dizer que estava bravo mas talvez estivesse com medo, frustrado, triste ou com ciúmes. Tente descobrir mais que a minha primeira resposta.

- Ajuda quando você está modelando comportamento adequado para responder à crítica.
10. Ofereça escolhas reais - e apenas escolhas reais.

Não me ofereça uma escolha ou pergunte “você quer...?” a menos que esteja disposto a aceitar não como resposta. “Não” pode ser minha resposta honesta para “Você quer ler em voz alta agora?” ou “ você quer usar a tinta junto com o Pedro?” É difícil confiar em alguém quando as escolhas não são realmente escolhas.

Você aceita com naturalidade o número enorme de escolhas que faz diariamente. Constantemente escolhe uma opção sobre outras sabendo que ter escolhas e ser capaz de escolher lhe dão controle sobre sua vida e futuro. Para mim, escolhas são muito mais limitadas, e é por isso que pode ser difícil ter confiança em mim mesmo. Dar-me escolhas freqüentes me ajuda a me envolver mais ativamente na minha vida diária.

- Sempre que possível, ofereça uma escolha dentro do que tenho de fazer. Ao invés de dizer: “escreva seu nome e data no alto da página” diga: você gostaria de escrever primeiro o nome ou a data? Ou “qual você gostaria de escrever primeiro: letras ou números?”. A seguir diga: “você vê como o Paulo está escrevendo o nome no papel?”

- Dar escolhas me ajuda a aprender comportamento adequado, mas também preciso entender que há horas em que você não pode escolher. Quando isso acontecer, não ficarei tão frustrado se eu entender o porque:
▫ ”não posso deixar você escolher nesta situação porque é perigoso. Você pode se machucar.

▫ não posso dar essa escolha porque atrapalharia o Sérgio (teria um efeito negativo sobre outra criança).

▫ eu lhe dou muitas escolhas mas desta vez tem de ser a escolha do adulto.

A última palavra: ACREDITE.

Henry Ford disse: “quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo”. Acredite que você pode fazer uma diferença para mim. É preciso acomodação e adaptação mas autismo é um distúrbio não pré fixado. Não há limites superiores inerentes para aquisições. Posso sentir muito mais que posso comunicar e a coisa que mais posso perceber é se você acredita ou não que “eu posso”. Espere mais e você receberá mais. Incentive-me a ser tudo que posso ser, de modo que possa seguir o caminho muito depois de já ter saído de sua classe.

Traduzido de Ellen Notbohm por Heloiza Goodrich, TO

Quem está brincando, você ou a criança?

Quem está brincando, você ou a criança? Os interesses da criança são a chave e é assim que tudo se inicia no Floortime, componente do m...