terça-feira, 1 de abril de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Desenvolvimento
Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos,
particularmente crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no
processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as
crianças, vamos também trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão, e
compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e
de processamento.
Pra nós DIR, se faz
necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade
da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu
ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos
que elas não alcançam e que geram frustações diárias, lendo-as a déficits
emocionais, que muitas vezes vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e
isolamento, e quando não a “depressão”.
Outro fator importante, que devemos ressaltar no tratamento do autismo é
a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais é de
extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao
tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e
conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os
pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo
isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então acredito que cabe a nós
terapeutas abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais, para
que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças
precisam dessa validação emocional, e temos indícios científicos que são bem
mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação fica
impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de
desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal
emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o
desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico procuro ligar essa prática, sem logicamente
esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e
sensoriais para um completo tratamento.
E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na
prática diária.
Praticas Terapêuticas!
Num passado, não muito distante, dois modelos guiaram as intervenções terapêuticas: o antigo modelo comportamental, que fez o melhor diante das circunstâncias do que se sabia de desenvolvimento infantil, e o voltado para as áreas das habilidades cognitivas.
No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos. O segundo modelo recebeu lições das crianças mais velhas, por exemplo: se uma criança mais velha, supostamente, estava aprendendo como identificar formas, faríamos com que uma criança de três anos, que não tinha linguagem, fizesse o mesmo trabalhando em uma sequência repetitiva, sempre e sempre. Mais uma vez, era melhor que nada, pelo menos estavam interagindo e encorajando a cognição da criança. Porém, continuavam trabalhando habilidades cognitivas isoladas.
Hoje em dia, nós entendemos como a mente e o cérebro funcionam, e aí podemos fazer muito mais por nossas crianças. Nós podemos ir em todas as áreas desses modelos e modificar a superfície do comportamento, ou trabalhar com as habilidades isoladas. Nós podemos, agora, sistematizar o modelo de desenvolvimento, que sintetiza e integra as melhores informações que temos de como a mente e o cérebro desenvolvem.
Eu acredito mais na interação e na troca emocional pois, sem essa relação, fundamental, a cognição e a linguagem não se desenvolvem, apropriadamente. Por exemplo: A criança não aprende a dizer “olá” baseada em regras, você só diz “olá” para pessoas que conhece. Quando a criança não se sente segura, ou, até mesmo, quando ela sente medo, raiva, vergonha, vai se esconder atrás das pernas da mãe ou do pai e não diz “olá”. Então, não é surpresa que crianças que se sentem lotadas, psicologicamente, evitem esse tipo de cumprimento, ou, até mesmo, tenham dificuldade em expressar alegria. Resumindo, até algo simples como um “olá” é vinculado ao nosso AFFECT.
Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente, crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças. Vamos, também, trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento. Para nós do DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diarias, lendo-as a déficits emocionais, que, muitas vezes, vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e, quando não, a “depressão”. Outro fator importante que devemos ressaltar, no tratamento do autismo, é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais, é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então, acredito que cabe a nós, terapeutas, abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação, fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico, procuro ligar essa prática sem, logicamente, esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento. E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diaria.
No primeiro modelo, os comportamentalistas guiaram o tratamento focalizando em comportamentos superficiais e tentando mudá-los, que era bem melhor do que ignorá-los, ou, até mesmo, reprimi-los com castigos. O segundo modelo recebeu lições das crianças mais velhas, por exemplo: se uma criança mais velha, supostamente, estava aprendendo como identificar formas, faríamos com que uma criança de três anos, que não tinha linguagem, fizesse o mesmo trabalhando em uma sequência repetitiva, sempre e sempre. Mais uma vez, era melhor que nada, pelo menos estavam interagindo e encorajando a cognição da criança. Porém, continuavam trabalhando habilidades cognitivas isoladas.
Hoje em dia, nós entendemos como a mente e o cérebro funcionam, e aí podemos fazer muito mais por nossas crianças. Nós podemos ir em todas as áreas desses modelos e modificar a superfície do comportamento, ou trabalhar com as habilidades isoladas. Nós podemos, agora, sistematizar o modelo de desenvolvimento, que sintetiza e integra as melhores informações que temos de como a mente e o cérebro desenvolvem.
Eu acredito mais na interação e na troca emocional pois, sem essa relação, fundamental, a cognição e a linguagem não se desenvolvem, apropriadamente. Por exemplo: A criança não aprende a dizer “olá” baseada em regras, você só diz “olá” para pessoas que conhece. Quando a criança não se sente segura, ou, até mesmo, quando ela sente medo, raiva, vergonha, vai se esconder atrás das pernas da mãe ou do pai e não diz “olá”. Então, não é surpresa que crianças que se sentem lotadas, psicologicamente, evitem esse tipo de cumprimento, ou, até mesmo, tenham dificuldade em expressar alegria. Resumindo, até algo simples como um “olá” é vinculado ao nosso AFFECT.
Não podemos mais ensinar as nossas crianças nos modelos antigos, particularmente, crianças com necessidades especiais e que tenham problemas no processamento. Isso significa que não só vamos trabalhar relações com as crianças. Vamos, também, trabalhar no contexto familiar.
Os modelos de desenvolvimento validam as crianças aonde elas estão e compreendem que as habilidades são desafiadas por razões motoras, sensoriais e de processamento. Para nós do DIR, se faz necessário uma avaliação aonde traçamos um plano de ação, dentro da necessidade da criança, que envolva a família na interação de trazer essa criança para seu ambiente emocional, social e cognitivo.
Muitas das crianças que vejo, na minha prática, são vitrines de planos que elas não alcançam e que geram frustações diarias, lendo-as a déficits emocionais, que, muitas vezes, vão ser responsáveis por inúmeras estereotipias e isolamento, e, quando não, a “depressão”. Outro fator importante que devemos ressaltar, no tratamento do autismo, é a importância da explicação científica do que fazemos. Para os pais, é de extrema importância esse feedback, para que eles possam dar continuidade ao tratamento em seu ambiente familiar, estimulando de forma positiva às ações e conquistas.
Muitas das crianças não reagem apropriadamente ao tratamento sem os pais, que são a base emocional delas. Outras crianças vivem em seu mundo isolado, em que os pais não chegaram ainda. Então, acredito que cabe a nós, terapeutas, abrir essa possibilidade de integração e participação dos pais para que esse mundo seja de mais troca. No meu ponto de vista, essas crianças precisam dessa validação emocional e temos indícios científicos que são bem mais importantes que qualquer intervenção cognitiva. Sem a relação, fica impossível criar uma intervenção que funcione em todos os níveis de desenvolvimento. Essas crianças precisam de apoio para desenvolver esse sinal emocional e ligar com os sinais sociais, que são imprescindíveis para o desenvolvimento da terapia.
No meu trabalho terapêutico, procuro ligar essa prática sem, logicamente, esquecer que essas crianças também necessitam de estímulos cognitivos e sensoriais para um completo tratamento. E esse tratamento pode ser feito, e deve, com o apoio dos pais na prática diaria.
A validacao da importancia sensorial no tratamento com Autistas
No desenvolvimento infantil, existem etapas necessárias para
a construção da base emocional das nossas crianças.
Quando olhamos as etapas da linguagem, por exemplo, é IMPORTANTE saber que mesmo antes das palavras
serem usadas , as crianças irão discriminar sequências emocionais baseadas no
que elas veem, escutam, e vivenciam para que saibam o que é seguro , aprovado
ou mesmo aceito .
As crianças também aprendem a previsibilidade dos
comportamentos dos outros, levando-as aos
primeiros atos de solução de problemas.
E as experiências vão surgindo no decorrer do processo de
aprendizado ate a criança estar pronta para responder , guiada pelos seus
interesses e necessidades porque as experiências das respostas cognitivas e
emocionais resultam em DESENVOLVIMENTO.
No autismo não podemos esquecer a DISPRAXIA que acomete
muitas dessas crianças e que responde por várias dificuldades como o
planejamento motor peça chave do quebra cabeça da fala.
Então se faz necessário saber que as capacidades motoras
/sensoriais terminam sendo o grande suporte para a nossa interação com o
ambiente, etapa difícil para as nossas crianças que muitas vezes apresentam
dificuldades como um simples apontar para algo desejado.
e quando isso não acontece de forma natural eles precisam procurar
sentido emocional que dê oportunidade e interação para modificar o cérebro das
experiências motoras/sensoriais que muitas vezes não são positivas.
Outro exemplo são as dificuldades
visuais que tem significantes ramificações para relações e como também o pensamento.
Muitas vezes eu me vejo imaginando
quanta dificuldade sofrem os pais e as crianças porque sentem falta dessa relação
completa que envolva todos os sentidos , como por exemplo a atenção compartilhada
do olhar, que muitas vezes é evitada bruscamente por nossas crianças com
autismo, mas daí eu penso como também seria mais fácil se validássemos as
dificuldades visuais dessas crianças , ficaríamos satisfeitos com o que elas
oferecem e que muitas vezes, é o que elas conseguem dar. Ainda voltando para a dificuldade de apontar,
que não é apenas um problema de sequencia, movimento e visão, mas também de ter
uma experiência visual e o desejo de fazer esse gesto.
Resumindo o que me vem à mente é que são necessários estudos
profundos das capacidades individuais dessas crianças com autismo, e que não
podemos radicalizar modelos como únicos, o que devemos radicalizar e nunca
esquecer que qualquer modelo que se diga comportamental, cognitivo e de
desenvolvimento deverá estudar e validar que as experiências sensoriais
positivas é o que dá o suporte para qualquer parte do desenvolvimento emocional,
estabilizando outras áreas com o objetivo de integrar esse ser ao meio
ambiente.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Visão geral das abordagens de intervenção
Ao receber a um diagnóstico de transtorno do desenvolvimento infantil ou
emocional os pais entram em uma viagem de ansiedade para encontrar soluções. Que intervenção (s ) para escolher , quando ,
quantas vezes, quanto tempo, com quem, são apenas algumas das perguntas que passam
pela mente de todos os pais , que enfrentam escolhas limitadas ou confusas. Com muita frequência, os pais enfrentam colocar seu filho em um ou outro
programa em vez de encontrar os programas que se ajustam às necessidades
individuais de seus filhos.
No entanto , sabemos que a identificação
precoce , a intervenção precoce e a intensidade
são importantes e fazem a diferença. Enquanto ainda não podemos explicar as
causas , sabemos que o Autismo envolve conectividade neural irregular que afeta
muitas partes do cérebro de maneiras diferentes para cada criança. Sabemos
também que as crianças vivem em famílias diferentes , em diferentes culturas e
ambientes , e tem experiências diferentes. Isso faz existir uma necessidade de intervenção que abraçe a complexidade e se
torne uma força dinâmica , abrangente e sistemática para apoiar o progresso . Nos
DIR/FLOORTIME acreditamos que o desenvolvimento pode ser avançado ao longo da
vida . Isto requer uma base forte de tratamento que fornece a estrutura para
maximizar o desenvolvimento da criança . A partir desta base , outras intervenções
podem ser integradas.
PERGUNTAS FREQUENTES QUE
DEVEM SER QUESTIONADAS...
Como ele
aprende sobre seu mundo ? Será que ele confia mais em seu sistema visual ou
auditivo ou uma combinação de ambos?
Como é que ele
se relacionar com você e os outros?
Qual é a sua
capacidade de participar, se envolver emocionalmente , manter interações
recíprocas ?
Ele pode
participar em qualquer comunicação verbal ou não-verbal
Como é que o
seu sistema sensorial ajuda ou atrapalha o seu desenvolvimento na função
diária?
Como ele usa o
seu sistema motor para coordenar o seu corpo e para satisfazer suas
necessidades e desejos ?
Que
comportamentos pode estar impedindo o seu progresso de desenvolvimento ?
Será que ele
tem algum problema de saúde que afetam o seu desenvolvimento e / ou
comportamento?
Quais são os
seus interesses e como eles podem ser usados para ajudar a promover sua
interação com você e os outros?
As respostas a esses tipos de
perguntas vao ajudar você ir além do
rótulo do diagnóstico para conhecer seu filho,e
identificar todos os desafios específicos que vão descarrilar o seu desenvolvimento
, e ai depois você será capaz de corresponder às suas
necessidades com os programas de tratamento disponíveis em sua comunidade e que
se encaixam melhor para sua família . Existem muitas abordagens para o
tratamento e os mais comuns são descritos
abaixo. Cada abordagem possui vários paradigmas terapêuticos.
O Menu Tratamento
Nos DIR/floortime reconhecemos
várias abordagens que oferecem intervenções importantes e consideramos
estrategicos em diferentes pontos no tempo para qualquer criança. Estas intervenções muitas vezes se sobrepõem
na abordagem e precisam ser considerados ao criar um plano de tratamento
abrangente, que adapta o trabalho às diferenças individuais , constrói as bases
do desenvolvimento e identifica formas que a criança pode aprender a se
comunicar melhor , pensar, aprender e desenvolver relacionamentos. Os pais são
encorajados a encontrar os especialistas de desenvolvimento que podem ajudá-
los a planejar a abordagem de tratamento abrangente para doenças tão diversas como
o espectro do autismo e outros transtornos do desenvolvimento emocional. A lista abaixo e uma tentativa de categorizar várias abordagens de intervenção que sao importantes
no mundo do Autismo
Desenvolvimento
Modelo DIR / Floortime Modelo-
desenvolvimento, individualizado , baseado no relacionamento
P.L.A.Y. PROJETO
SCERTS ®
Programas hanen
RDI - Relação de
Desenvolvimento Intervenção
O Programa Son-Rise
Psicoterapia Developmental
Intervenção Precoce modelos
de tratamento
ESDM - Cedo Denver Modelo
Início
JASP - Atenção Joint and Play
/ Comunicação Social simbólica e simbólica jogo de Intervenção para
pré-escolares com autismo
COMPORTAMENTAL
ABA – Analise de
comportamento
VBA - Análise do
Comportamento Verbal
PRT - Formação de Resposta
Pivotal
Ensino estruturado
TEACCH - Tratamento e
Educação de Crianças Autistas e Relacionados Comunicação –Deficientes Educacional
Educação Especial ou Inclusão
Feurerstein MLE
Lindamood Sino
Visual Espacial Cognitiva
terapias clínicas
Terapia Ocupacional -
Integração Sensorial
Fonoaudiologia
Fisioterapia
pensamento social
Visual Espacial Cognitiva
Método Miller
Saúde e nutrição
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Quem está brincando, você ou a criança?
Quem está brincando, você ou a criança? Os interesses da criança são a chave e é assim que tudo se inicia no Floortime, componente do m...
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A idéia desse blog, é ajudar os pais e os profissionais de inclusao na jornada de entendimento do Autismo. Deixe aqui, seus comentários e su...


